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[mkdf_section_title title_text_transform=”capitalize” title_text_align=”center” title_size=”medium” title=”Irã” title_color=”#dbd000″][mkdf_section_subtitle text_align=”center” text=”por Adriane Bianchi”]

Uma vez me disseram que para viajar era só começar. É a mais pura verdade, estou sempre disposta. Do Oriente Médio, tive a oportunidade de conhecer anteriormente o Egito, Israel, Jordânia, os Emirados Árabes e a Turquia. As culturas orientais sempre despertaram minha curiosidade, especificamente as muçulmanas, pelo fato de terem costumes muito diferentes dos nossos. Conhecer o Irã, a Rota da Seda e as mesquitas sempre esteve no meu radar.

Toda a preparação para a viagem foi especial. Viajar é ótimo, mas melhor ainda quando se sabe o que está por vir – se aproveita muito melhor o tempo. Nas atividades preparatórias da Casamundi aprendemos muito sobre os persas e a história da região, desde os tempos antigos até o estado moderno, que nasceu após uma das revoluções mais significativas do século XX. Visitamos, juntos, uma loja de tapetes onde a família iraniana nos recebeu com o tradicional ritual do chá. Aprendemos sobre a Revolução Iraniana em um curso com um jornalista. E tivemos até um workshop sobre costumes e vestimentas com professora da área.

Entre montanhas e desertos, berços de antigas civilizações, a arquitetura também surpreende no Irã. Começamos por Teerã, onde está o Museu Nacional do Irã, que abriga a memória da arqueologia persa. É uma cidade moderna, jovem, cheia de vida, em meio à antiguidade do Oriente Médio. É o lugar mais liberal e secular do país dos aiatolás.

Conhecemos ainda Kerman, fundada no século III a.C., onde está a cidadela medieval abandonada há 150 anos. Fomos a Yazd, onde conhecemos o Yazd Khan Bazaar, um dos mais importantes centros comerciais do Irã desde o século IX. Distante a apenas 15 km de lá está Pasárgada, primeira capital da Pérsia Aquemênida construída por Ciro II, hoje um dos sítios arqueológicos mais importantes do Irã.

O legal é que essa viagem cultural não fica só no passado, ela vem sempre ao encontro do país atual com as intervenções do Tiago, que está sempre atento ao grupo. Em cada lugar também há os guias locais, muito bem selecionados, e o povo iraniano, em geral, também é muito receptivo aos estrangeiros.

Partimos então para Shiraz, capital da Pérsia durante a dinastia Zand. Lá conhecemos a mesquita de Nasir Ol Molk. Com maioria muçulmana, o país tem mesquitas por toda a parte. Os sinos tocam anunciando a hora da oração. Todos param, colocam seus tapetes no chão em direção a Meca e rezam, lavando as mãos e os pés antes de iniciar.

De Shiraz fomos para Persépolis, que representa os anos de glória da Pérsia. O Palácio de Persépolis foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1979. E então partimos para a surpreendente Isfahan. Lá está a Igreja de Vank, ponto de encontro dos cristãos armênios em todo o Irã. Também fizemos um piquenique, atividade muito tradicional entre as famílias iranianas. Isfahan é de uma beleza ímpar.

Já no retorno a Teerã paramos em Abyaneh, a “aldeia vermelha”. Com apenas 305 habitantes é um dos povoados mais antigos do Irã. Continuamos até Kashan, onde estão os jardins de Fin e a casa de Taba Taba II e paramos ainda, mais adiante, no Santuário de Imam Khomeyni.

Durante toda a viagem tivemos internet nos hotéis e no percurso de ônibus, o que foi além do esperado. Mas o que me fez pensar foi que após as manifestações (saímos nas vésperas) o governo cortou a internet, mostrando como o povo é controlado. Pudemos sentir que mudanças estão próximas.

Sem dúvidas recomendo as viagens culturais na companhia do Tiago Halewicz, pretendo fazer outras no futuro. O grupo também funcionou muito bem e foi muito bom ter terminado o roteiro passando uns dias em Istambul, na Turquia, com toda sua grandeza e contemporaneidade que nos leva a passear entre o ocidente e o oriente.

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Adriane Bianchi ama viajar e cuida de um negócio para quem tem esta paixão em comum: ela criou um hotel para cães, o primeiro do tipo em Porto Alegre, RS. Fica a dica. Sua próxima viagem está agendada para abril de 2020, quando parte para conhecer o Nepal. Também quer conhecer a Polônia em breve, e torce para a economia do Brasil ajudar.