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Casamundi Turismo / Países nórdicos e Rússia

Países nórdicos e Rússia

por Carla Vitola Gonçalves

Eu e meu marido, Paulo Roberto Daltoé, costumamos viajar uma vez ao ano, durante 20 dias. Já conhecemos muitos lugares, mas este destino foi surpreendente. Fizemos esta viagem em 2012 e, se o mundo não tivesse tantos lugares a serem conhecidos, eu certamente voltaria.
Outra paixão que temos é pela leitura. Amo literatura russa e imaginei que visitar este destino e andar pelas terras de Dostoievski e Tolstoi seria emocionante. Como íamos à Rússia, pensamos que seria perfeito incluir os países nórdicos, que também não conhecíamos.

A primeira impressão que tive foi de finalmente ter conhecido o primeiro mundo. Quando se fala em Escandinávia, sempre ouvimos falar de lugares onde o coletivo está em primeiro lugar, a população tem um padrão econômico estável e com pequena diferença salarial, as pessoas são cultas e educadas, as cidades são limpas e seguras. Realmente havíamos chegado ao Éden.
Fomos no verão, quando os dias são ensolarados até às 22 horas. No início foi estranho, e tivemos dificuldade em manejar as refeições e o sono. Depois, nos acostumamos a jantar de óculos escuros e com cortinas de blackout bem fechadas.

Os fiordes da Noruega e o trajeto de trem de Flan a Bergem e de Bergem a Oslo, são espetaculares. Bergem é a porta dos fiordes da Noruega, e o seu porto, de onde saem os ferry boats, é lindo. E Flan, onde o ferry chega, parece sair de um livro do Asterix.

As cores e os canais de Copenhague, na Dinamarca, são perfeitos para um happy hour. Oslo, capital da Noruega, tem um parque de esculturas, o Vigeland, lindo e inimaginável.

Estocolmo, na Suécia, tem várias atrações, mas se perder pelas ruas estreitas e irregulares do centro histórico é maravilhoso. Em Helsinque, capital da Finlândia, o mercado Kauppatori tem uma variedade de peixes, e as mil formas em que são preparados é espetacular.

Tallin, na Estônia, apesar de estar se modernizando rapidamente, tem um dos centros históricos mais conservados que já conheci. Lá está também o espetacular restaurante medieval Olde Hansa, do qual nunca tinha ouvido falar. Ficamos encantados. As ruas do centro histórico são perfeitas para inspirar um livro de suspense.

São Petersburgo, a cidade mais visitada na Rússia, é magnífica. Seus prédios, igrejas e castelos, como o Peterhof, além de sua cultura muito diferente da nossa, tornam encantador conhecê-la. É uma cidade de tirar o fôlego.

E, finalmente, Moscou. Apesar de ser a capital da Rússia, é bem menos visitada pelos turistas, por sua distante localização dos vizinhos, já que fica no meio do país. Por esse motivo, tudo é escrito em alfabeto cirílico, o que dificulta a locomoção, principalmente no metrô, que é assustadoramente grande.

Apesar de sermos turistas destemidos, pois adoramos viajar por terra para conhecer o interior dos países que visitamos, passamos por uma história curiosa. Saímos de ônibus de Tallin para São Petersburgo e pensávamos que chegaríamos em uma estação rodoviária, com balcão de informações e outros serviços. No entanto, o ônibus parou em uma avenida da cidade. Não sabíamos onde estávamos, e o motorista nos apontou uma entrada para o metrô. Descemos as escadarias e, após identificarmos a estação e nos acharmos no mapa, fomos comprar tíquetes. Solicitei dois bilhetes e entreguei o cartão de crédito. A moça explicou, com mímicas, que só aceitava pagamento em dinheiro. Não havia um local ali para comprar rublos. Então, um guarda muito simpático nos mostrou um caixa eletrônico. Ufa, estávamos salvos, pensamos. Mas o caixa eletrônico operava em alfabeto cirílico. O guarda, gesticulando, mandou eu colocar o cartão na máquina e foi fazendo as operações até aparecerem números e ele nos questionar quanto queríamos sacar. E lá eu sabia quanto eram mil rublos ou 5 mil rublos? Ele acabou marcando 5 mil rublos e eu digitei a senha. Recebi o dinheiro, comprei os tíquetes. Sentada no metrô, comecei a rir e pensar o que o meu gerente do banco iria pensar quando visse que eu havia sacado 5 mil rublos.

Essa viagem foi realmente fantástica, e recomendo muito os serviços da Casamundi e da Catiane, sempre viajamos com elas. Em setembro estamos embarcando para a Costa Almafitana. Não vemos a hora de viajar de novo.

Carla e o marido Paulo Roberto Daltoé, são médicos e amam viajar, ler e comer bem. E nos próximos anos querem conhecer o Marrocos, a Tunísia e a China.