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Casamundi Turismo / A Liverpool dos Beatles

A Liverpool dos Beatles

por Mauro Hidalgo

Uma vez por ano, eu e minha esposa, Daniela, buscamos fazer uma viagem de lazer e turismo. Algumas vezes optamos por uma determinada praia ou cidade, outras vezes realizamos passeios abrangendo diversas localidades. Queremos conhecer o mundo, sob uma perspectiva bem verdadeira e aproximada, conhecendo a cultura, em suas mais variadas manifestações, e a história, da forma mais aprofundada possível. Liverpool conta a história daqueles que moram em nossos corações e queríamos nos sentir mais próximos deles.

Todos da família gostam muito dos Beatles. Então, quando estávamos planejando nossas férias em janeiro de 2019, na Alemanha, surgiu a ideia de irmos até a Inglaterra, país cheio de história, e, em especial, a Liverpool. Fomos eu e a Daniela, nossos filhos Isabela (22), Augusto (10) e o Gustavo (22), namorado da Isa. Iniciamos a viagem de carro por dez cidades na Alemanha, percorrendo a Floresta Negra com suas paisagens cobertas de neve, e depois Inglaterra, com rumo ao destino tão esperado.

Não conhecíamos Liverpool. Foi nossa primeira vez e ficamos com vontade de voltar. Certamente voltaremos. Vou contar aqui um pouco do que sentimos.
Conhecer a cidade onde o FAB FOUR iniciou a carreira, onde cresceram, as ruas por onde passaram, os PUBs que frequentavam, foi fantástico. A realização de um sonho para nós, que amamos os Beatles.

Ficamos hospedados no Double Tree by Hilton, muito confortável e bem localizado, na área central de Liverpool, o que nos permitiu caminhar pela cidade e ir até a área portuária em Albert Dock, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Por lá há monumentos em sua homenagem, especialmente uma estátua de Eleanor Rigby.

Os Beatles começaram a compor a música “Eleanor Rigby” ainda na época do álbum “Help!”, em 1965. No início, o nome provisório da canção era “Miss Daisy Hawkins”. Depois, Paul McCartney trocou para “Eleanor Brown”. O mundo só tomaria conhecimento de “Eleanor Rigby” no álbum Revolver, de 1966. No cemitério de Woolton, há uma pedra tumular com seu nome. Na adolescência, Paul e Lennon perambulavam por lá.

Caminhamos pelas pequenas ruas da área, visitando lojas especializadas em Beatles. Conhecer os lugares que inspiraram seus clássicos, é espetacular: o bairro Penny Lane, o túmulo de Eleanor Rigby, os jardins de ‘Strawberry’; as casas onde John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr cresceram. As residências de Lennon e McCartney também podem ser visitadas internamente, dependendo da época do ano. Verifique antecipadamente. Antes da viagem, a Isa havia encontrado na internet Miguel Junior, o Guia Brasileiro dos Beatles em Liverpool, e foi ele quem nos conduziu em um passeio exclusivo, ao som da banda.

Estivemos no The Cavern Club, onde tudo começou e onde os nossos sonhos de criança viraram realidade. Estávamos lá, naquela atmosfera, ouvindo canções que amávamos. Agora tínhamos certeza, o sonho não acabara.

No Albert Dock, passeamos ao sol e caminhamos sob a sombra das estátuas dos Beatles. Nas mãos de Lennon, sementes para a paz. Ao som dos sinos de St. Peters Church, conhecemos Eleanor Rigby e ouvimos Lennon e McCartney firmarem a maior parceria criativa da história da música mundial. Eles estavam lá, ainda.

Vimos Radio City Tower Tour, uma torre que ninguém conhecia até então, mas que levou os Beatles pela primeira vez às alturas. Nas portas cor de morango dos jardins de ‘Strawberry Fields’ deixamos nossos nomes escritos para sempre.

Em Penny Lane, o Guto conheceu até os pontos em que o ônibus do pai do George não parava. Ficamos na vitrine da barbearia, paralisados por aquela mágica e misteriosa viagem no tempo.

Comemos ainda o famoso ‘fish and chips’ e bebemos cerveja num PUB da área portuária em Pier Head, muito próximo do Museu The Beatles Story. Aliás, neste museu, além de se apreciar a história da banda em locações e objetos, há o melhor lugar para compra de souvenirs.

Nossa grande dica é ir a qualquer hora da tarde ou da noite ouvir os clássicos dos Beatles e do rock mundial, bebendo uma Guinness, no Cavern Club. A partir do início da tarde, bandas e músicos se revezam no pequeno palco do The Cavern. O melhor de tudo: não há cobrança de ingresso. Crianças podem entrar até às 18h para conhecer o lugar e ouvir boa música.

Interessante é que, por motivos de segurança, o palco foi trocado de lugar. Assim, quem for até o Cavern vai encontrar duas entradas, a antiga, original, que não acessa mais o clube, e a atual, com sua pequena escadaria circular. Tudo muito bem sinalizado.

Na noite em que fomos nos divertir no The Cave, que é muito menor que imaginávamos, com poucas mesas, fomos convidados por um casal de Irlandeses para sentarmos com eles e ter um melhor acesso visual do palco. Conversamos sobre o Cavern, sobre música e sobre futebol. Stuart era torcedor do Liverpool, elogiou muito o Bob Firmino e conhecia o Grêmio, de Lucas Leiva, e a Porto Alegre, de Alisson Becker.

Mais um detalhe: Liverpool, por ser uma cidade portuária, tem semelhanças com Porto Alegre, só que não tem ponte para atravessar para as cidades de Birkenhead e Chester, na margem oposta ao Rio Mersey, que banha a cidade. A travessia se faz por túneis (Queensway Tunnel) construídos nos anos 30. É incrível. E lá chove, sempre.

Uma viagem como a que fizemos, deve ser bem planejada. A Casamundi e a Virgínia, nossa agente de viagens, executaram essa missão especial. Colocar cinco pessoas, sendo uma criança, em mais de dez hotéis, que precisavam ter garagem, e ainda parando e conhecendo mais de quinze cidades na Alemanha e cinco na Inglaterra, é bem complexo. Foram quase 30 dias de viagem, estradas com neve, passagem por toda a Floresta Negra e, depois, voo para Londres e, de carro, novamente, para Bath, Stratford Upon Avon e Liverpool. Retornamos a Londres de trem. O cronograma funcionou perfeitamente. Em todos os locais que chegamos, as reservas estavam confirmadas, sem nenhum percalço na logística.

Recomendamos muito essa viagem. Para quem gosta de música e dos Beatles, ir até Liverpool é como para uma criança ir à Disney: todos os sonhos estão ali. Só que o sonho não acabou! Continuamos sonhando com nossos quatro heróis geniais, caminhando pelas ruas de Liverpool. Era como se eles estivessem conosco.

Mauro Hidalgo é Consultor Tributário e Daniela Boito Maurmann Hidalgo é Defensora Pública do Estado do Rio Grande do Sul. A próxima viagem internacional será para Machu Picchu, a fim de conhecerem a cultura Inca e a história de uma das maiores civilizações da humanidade. Querem meditar no Templo da Lua, subir a montanha de Waynapicchu e absorver as energias mágicas do Vale Sagrado, aproveitando uma bela viagem no trem Hiran Bingham e a culinária peruana, uma das mais famosas do mundo.