Kilimanjaro

[mkdf_section_title title_text_transform=”capitalize” title_text_align=”center” title_size=”medium” title=”Kilimanjaro” title_color=”#f26000″][mkdf_section_subtitle text_align=”center” text=”por Nicholas Morassutti”]

Este é o último Viajante Casamundi de 2019, e por isso preparamos algo diferente, já em clima de Natal e Ano-Novo. Quem vai contar um pouco de sua história é o Nicholas, que vai falar dos preparativos de uma viagem que está por vir. Já ficou combinado que ele nos fará um relato especial na volta. Não é todo dia que temos alguém subindo o Kilimanjaro e passando o Réveillon em plena escalada. Sim, Nicholas e o filho Francisco viajam antes do Natal e passam essas datas festivas juntos na Tanzânia, complementando a aventura com um safári.

Meu nome é Nicholas, sou engenheiro e trabalho há alguns anos em obras do setor energético, principalmente hidrelétricas. Morei em Florianópolis de 1989 a 2008. Cresci, me formei, trabalhei, tive um filho. Apesar de ter nascido em Porto Alegre, me considero um catarinense “naturalizado”. Depois de 2008, por conta de trabalho, acabei morando em vários lugares do Centro-Oeste e Norte do Brasil. Ano passado, a empresa que trabalho me ofereceu uma posição no interior de SC e me mudei para Campos Novos.

Gosto muito de viajar, e o foco este ano era aproveitar as férias de faculdade do Francisco, meu filho, para sair com ele, então precisaria ser nessa época. Eu não sou assim, tão ligado às festividades de fim de ano, mas sempre tento dar um jeito de aproveitar os recessos para algum programa interessante. Se não é alguma viagem, tento juntar amigos e familiares para passarmos um tempo juntos.

Acho que desde pequeno eu gosto de fazer trilhas. Gosto de passear na mata e de conhecer as peculiaridades de cada caminho, cada local, a comunidade e por aí vai. Também sou fã de água gelada, cachoeiras e dos visuais de cima dos morros. Certa vez, no Amazonas, descobri que para o olho treinado, “mato” pode ser sinônimo de comida, remédio e abrigo.

A Tanzânia não fazia parte da minha lista de prioridades. Há alguns anos, eu tinha recebido uma sugestão de me cadastrar em um site chamado WarmShowers, uma espécie de rede social com foco em conectar viajantes e hospedeiros. O primeiro contato que recebi foi de um rapaz que estava dando a volta ao mundo de bicicleta, que vinha da Tanzânia, o Elvis. Eu morava em Porto Velho, afastado da cidade. Entramos em contato, e ele ficou na nossa casa por uns dias. A experiência foi muito legal. Ele tinha muita história pra contar, e mantivemos contato à distância por alguns anos. Quando ele retornou para Tanzânia, fundou uma operadora de turismo em Arusha, e volta e meia me convidava pra ir lá conhecer. Há pouco mais de dois anos eu disse pra mim mesmo: “Eu vou! E vai ser em janeiro de 2020″. O avisei, e fomos formatando aos poucos o passeio. Então procurei a Casamundi para nos ajudar. Francisco, meu filho, sempre topa as minhas ideias pouco convencionais. É um grande parceiro para aventuras.

Na vida sempre tem aquela coisa de ir mais alto, superar desafios e etc. Eu sabia da existência do Kilimanjaro, mas nunca me imaginei indo até lá pra escalar. Acho que a nossa grande expectativa é chegar ao cume! Sabemos que isso é eventual, nem todo mundo consegue. O frio e a altitude podem dificultar bastante as coisas, então, se conseguirmos, o sentimento de superação e desafio vencido deve ser bastante recompensador.

Bom, na volta conto como foram este Natal e Ano-Novo diferentes.

O Viajante Casamundi retorna em janeiro de 2020, com mais relatos inspiradores como este. Boas festas!

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Nicholas e Francisco têm outras aventuras a fazer e, quem sabe, um dia as realizam e nos contam aqui novamente? Estão na lista deles: atravessar o Atlântico num veleiro (ou o Índico, ou o Pacífico); ir de moto para o Ushuaia; atravessar os Andes de bicicleta, entre Mendoza e Santiago/Valparaíso; fazer algum trecho do Caminho dos Apalaches, nos Estados Unidos, e por aí vai. Por eles, a lista pode ser bem extensa.