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Nas duas primeiras edições da Série Paisagens do Brasil, convidamos vocês a conhecer algumas das belezas do nosso país. A região cafeeira no sudeste que impulsionou nossa economia com o ciclo do café e a incrível diversidade do ecossistema de Bonito. O próximo embarque é para um lugar de igual beleza. Vamos para Foz do Iguaçu conhecer o Parque Nacional das Cataratas, eleito uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, e suas impressionantes quedas d’água.

As Cataratas de Foz do Iguaçu emociona!  Desde 1986 o Parque foi nomeado pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade por ser uma das maiores reservas florestais da América do Sul. Esse respeitável “senhor” completou 81 anos em janeiro deste ano, e segue com todo gás encantando turistas do mundo todo e de todas as idades.

O Parque não atrai “apenas” por suas cataratas. São 1.700m² de área – muito bem preservada – que dividimos com a Argentina. Verdade seja dita: a maior parte das quedas está no lado argentino, mas quem ganha somos nós os brasileiros: pois é do nosso lado do parque que temos a vista mais bonita. As nossas têm nomes próprios como Floriano, Deodoro, Benjamim Constant, mas a mais famosa é a Garganta do Diabo, que é parte brasileira parte argentina. É a cereja do bolo, por isso fica no fim da trilha. Existe muito mais para se admirar: o Salto do Macuco é uma surpresa à parte. Localizada no interior do Parque, é uma cachoeira com 20 metros de altura. A visita integra o passeio Macuco Safari. Primeiro é feito um trajeto numa carreta puxada por jipe, seguida de uma caminhada na mata para finalmente chegar à cachoeira que forma um laguinho.

Nessa reserva da Mata Atlântica vivem 158 espécies de mamíferos, 390 aves, 48 répteis, 12 anfíbios, 175 peixes e pelo menos 800 invertebrados, e muitas outras têm sido descobertas por biólogos e botânicos que se dedicam a desvendar esse bioma tão único. A onça-pintada também pode ser vista na reserva. É o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo (ficando atrás apenas do tigre e do leão). Não é por nada que foi escolhida a garota-propaganda do Parque. É muita coisa para ver, e com uma enorme vantagem: não precisamos atravessar um oceano inteiro, fica aqui do lado, num voo de pouco mais de uma hora.

Trilhar os caminhos do parque é uma experiência sensorial: fechar os olhos e escutar o estrondoso som das águas (principalmente em época de cheia – primavera e verão), sentir o cheiro da mata e ter aquela impressão de ser observado por algum silvestre curioso, como os rápidos e às vezes malvadinhos quatis. Estar imerso na mata, sentir a vibração das quedas, é uma experiência que terá um canto especial na memória e no coração. Andar pelo parque nos mostra que somos parte de um todo, e o cuidado para que essa coexistência entre nós e a natureza é rigorosamente exigido. A consciência ecológica e a importância desse patrimônio é incentivada desde cedo por meio da escola parque – referência em educação ambiental e como espaço de diálogo e participação cidadã, interpretação ambiental e construção de conhecimento.

 

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