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A série Paisagens do Brasil tem nos enchido de orgulho ao mostrar um país tão lindo e com cenários tão marcantes. O Paraná – o único dos três estados da região sul a já estar com o pé no sudeste tem muito a mostrar. Como nada é por acaso, o nome Curitiba tem o seu porquê. A origem vem do Guarani: kur yt yba quer dizer “grande quantidade de pinheiros, pinheiral”. Com o desenvolvimento da cidade, as araucárias deram espaço a uma cidade limpa, bonita, organizada e com uma excelente qualidade de vida. Das três capitais da região sul, Curitiba é a mais alta em relação ao nível do mar: 950 metros. O fato de também estar perto do litoral dá à cidade o título de capital mais fria do Brasil. No verão, a média de temperatura fica na casa dos 26 graus (baixa, se comparada a Porto Alegre, por exemplo, que na mesma época, chega fácil aos 40 graus).

E o que Curitiba tem hoje a oferecer? Embarque conosco nesse passeio. A começar pelo cartão postal mor – a Ópera de Arame - tão “lugar-comum” quanto o Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Ela foi erguida em um curto espaço de tempo – apenas 75 dias! Dá para acreditar? E pensar que até hoje temos obras pensadas para a copa de 2014 que ainda não foram concluídas. Inaugurada em 1992, teve como primeiro espetáculo “Sonho de uma noite de verão”. De uma cratera de uma pedreira desativada foi criado um parque de 4.000 m² onde está a Ópera, espaço para muitos espetáculos e um orgulho para os paranaenses e todos nós brasileiros. Todo mundo que vai a Curitiba tira uma foto lá. É quase uma tradição.

Outra edificação que embeleza a capital paranaense é o Museu Oscar Niemeyer (MON). Carinhosamente apelidado de Museu do Olho, carrega as características de seu criador, com muitas curvas e arquitetura arrojada. O museu abriga exposições super interessantes que agradam até os mais exigentes paladares culturais.

Ares europeus, boa qualidade de vida numa cidade super aprazível, clima agradável e um mix de influências étnicas. Pensou que seriam somente esses os motivos para visitar Curitiba? Não! Pensou que só na Europa que podemos fazer um estiloso passeio de trem? Também não! Vá para a plataforma e prepare-se para visitar a Serra do Mar de um jeito que só encontrará por aqui. Com direito ao glamour de embarcar em um vagão e viver uma experiência que renderá muitas histórias para contar aos amigos e parentes. Compartilhar esse tipo de vivência é um jeito de “re-viajar”. Dividimos momentos felizes e ao mesmo tempo, sentimos cada sensação, como se voltássemos no tempo. Então vamos nessa: o trem vai partir, e Morretes é nosso destino.

A partir de Curitiba, são 70 km até o destino final. Mas não é uma distância qualquer e monótona de ser percorrida: são túneis, imensos paredões, montanhas. Uma geografia impressionante. Também nos deixarão sem ar as pontes estreitas e curvas tão acentuadas que parecem desafiar as leis da física quando o trem passa numa boa. Dá até para imaginar o sorriso confiante e (ao mesmo tempo debochado) do maquinista perante os olhares arregalados de muitos passageiros. Alerta de spoiler: atenção especial à Ponte São João e ao Viaduto do Carvalho. A Mata Atlântica acompanha todo o trajeto. Mais da metade do que restou desse bioma está no Paraná.

Essa viagem também nos faz entrar num túnel do tempo. É um reencontro ao Brasil dos séculos XVIII e XIX. A Princesa Isabel inaugurou a ferrovia em 1885. No trecho final, Morretes conserva parte da arquitetura de sua fundação em 1733. O Centro Histórico da cidade não é dos mais impressionantes, mas agrada por sua ótima conservação. Além das habituais lojas de lembrancinhas e produtos locais, há uma boa oferta de restaurantes. O prato mais procurado? O Barreado, típico dessa região e o mais tradicional do estado. É um cozido de carne bovina temperada e cozida por 12 horas, acompanhada de farinha de mandioca, arroz e banana. Foi trazido pelo açorianos.

Apresentar toda essa diversidade que o Brasil oferece reforça nosso chamado a olhar para o perto. Há um ditado que diz algo parecido com isso: não vemos o que está a um palmo de nosso nariz. Vamos ajustar nossas lentes de percepção e ver o que temos por aqui. Todos estamos pensando: para onde vamos quando as portas se abrirem e nos convidarem a sair de casa? Vamos voar as tranças aqui mesmo, nas Paisagens do Brasil. O Brasil é um mundo ao nosso dispor.

No momento, sem informações.