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Aqui estamos nós de novo. Abrindo as portas para mais uma aventura da série Paisagens do Brasil. Já passamos pelas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Nordeste. Não seria justo deixar a região Norte de fora. O cenário eleito desta semana é a Ilha de Marajó, no estado do Pará, com direito a uma paradinha em Belém.

Viaje conosco!

Quando pensamos na região Norte, o que vem à mente em primeiro lugar? Certamente nove em cada dez pessoas têm a Floresta Amazônica na ponta da língua. Por ser a maior floresta tropical do mundo, tem um bioma de incalculável valor e povos originários que habitam a região. A lista de motivos é grande. Mas vamos deixar a floresta para uma outra oportunidade. Hoje o destino é o estado do Pará, para a Ilha de Marajó e Belém.

Vamos começar a viagem indo até a capital, Belém. Não há voos diretos de Porto Alegre, as conexões geralmente são em Campinas ou Brasília. Belém vale um pit-stop. Com 404 anos de história (apenas 67 a menos que Salvador – a primeira a ser fundada no Brasil Colônia) tem atrativos como arquitetura, uma das melhores gastronomias do Brasil, com ingredientes únicos e, claro, belezas naturais que fazem valer atravessar o país.

Roteiros

Mercado Ver-o-Peso

Em um passeio pelo Mercado Ver-o-Peso, fundado em 1901, entramos em um labirinto de aromas, sabores e outras sensações difíceis de descrever. Como traduzir em palavras o gostinho de frutas como cajá (também chamada de taperebá), bacuri, entre tantas outras? E que lugar melhor para provar a castanha-do-pará? Lá é possível experimentar a fruta In natura, e não torrada como costumamos degustar. Na verdade, Ver-o-Peso é muito mais que um mercado, trata-se de um complexo. Reúne diferentes estabelecimentos, como a Praça do Pescador, o Mercado de Ferro (onde compram-se pescados amazônicos), área de artesanato e “mandingueiras” (dedicada a infusões, remédios naturais e ervas com fins medicinais), “boieiras” (quiosques de alimentação chamadas assim porque o prato feito é chamado de boia, geralmente composto por peixe frito, farinha, pimenta e açaí), a Estação das Embarcações (de onde partem barcos de passeios e rotas municipais), as Docas (antigo porto transformado em galeria com bares, restaurantes e lojas), e a maior Feira da América Latina. Além de ser patrimônio cultural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1977, tem grande importância para a economia do estado.

Gastronomia

Se nenhuma das barraquinhas das “boieiras” despertou seu apetite, siga para a Região das Docas e escolha uma mesa com uma bela vista no restaurante Lá em Casa. Dentre os pratos que fazem sucesso estão o Pato ao Tucupi, ou alguma opção feita com peixes regionais sempre fresquinhos. Na dúvida, a chef Daniela Martins poderá ajudar. Sucessora do talento do seu pai, Paulo Martins, reconhecido nacionalmente como o embaixador da cozinha paraense. E para um jantar com um toque requintado, mas sem perder a essência local, o Sushi Ruy Barbosa faz uma mistura interessante das culinárias asiáticas, mas utilizando peixes regionais nos sushis e sashimis. Os drinques locais preparados pelos talentosos barmans também são sucesso. Outra sugestão de dar água na boca é o Remanso do Bosque Restaurante. À frente da cozinha uma dupla de jovens chefs vêm dando o que falar. Os irmãos Castanho, Thiago e Felipe estão entre os já consagrados nomes da gastronomia nacional. Utilizando ingredientes locais, são criativos e autênticos e seus pratos caem nas graças dos paladares mais exigentes. O restaurante já esteve na seleta lista dos “50 Best“ restaurantes latino-americanos. Dentre as delícias preparadas destacam-se o pirarucu defumado com leite de coco, castanha e banana e o bacalhau defumado com nhoque de banana da terra. Para bebericar, a caipirinha de manga, gengibre, melaço e rapadura na cachaça de jambu é unanimidade. E como a grande característica do restaurante é a fusão de sabores, há o “vinho da casa” Chardonnay, da vinícola Pizzato, produzido aqui no Rio Grande do Sul. De norte a sul, a mesa dá lugar a todas as influências.

Bairros e festas

Passear pelo complexo de Feliz Lusitânia (parte mais antiga da cidade), pode render agradáveis momentos. Atenção especial ao Forte do Presépio, Casa das Onze Janelas (hoje um museu), Museu de Arte Sacra e a Catedral Metropolitana. Ainda usando o adjetivo “maior”, não poderíamos falar sobre a capital paraense sem mencionar o Círio de Nazaré, a maior festa religiosa do Brasil. A procissão católica ocorre sempre no segundo domingo de outubro em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará e "Rainha da Amazônia". São 15 dias no que é popularmente chamado de “carnaval devoto”. Esse bairro de Nazaré é considerado um dos melhores da cidade para se hospedar por abrigar praças, parques, agitada vida noturna, museus e muito mais. O Hotel Grand Mercure Belém é uma excelente opção de hospedagem nesse bairro, e também um dos melhores da cidade. O Radisson Belém também pode ser uma boa escolha.

Ilha de Marajó

Marajó pertence ao maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta, banhado pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins. Por isso, a forma mais usual de chegar à Ilha é em catamarã, um percurso de menos de duas horas. A melhor época para visitar é entre junho e janeiro. Nos outros meses, grande parte da Ilha fica alagada, devido ao período de chuvas. Soure é conhecida como a “capital” da ilha, com mais estrutura para receber turistas. É lá que está a maior parte dos atrativos e opções de hospedagem. Já em Salvaterra, outra cidade da ilha, estão duas praias famosas, Joanes – com ruínas jesuíticas, e a mais frequentada por turistas, a Praia Grande. Independentemente de onde ficar, as opções de hospedagem são em pousadas aconchegantes, como a Pousada O Canto do Francês, em Soure. Em Salvaterra, a Pousada dos Guarás fica à beira-mar, na Praia Grande. Tem uma estrutura melhor, com piscina, uma grande área verde e quartos amplos. A Ilha de Marajó tem 40.100 m² de extensão territorial.  Com esse tamanho todo, há muito o que explorar.

No momento, sem informações.

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