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Casamundi Turismo / Alagoas

Alagoas

por Ana Paula Neri

Este ano, eu e minha família conseguimos fazer algo que há tempos não fazíamos: viajar juntos por aí. A ideia partiu do meu pai, que sugeriu irmos ou para o Rio Grande do Norte ou para Alagoas. Meus pais já foram para alguns lugares do Nordeste, mas eu ainda não conhecia nada por lá. Com as questões de datas e passagens aéreas, optamos por Alagoas. Quando contei para o pessoal da Casamundi sobre o destino escolhido, as recomendações foram as melhores. Me falaram que um dos litorais mais bonitos do Brasil está lá.
Fomos minha mãe, Beatriz, meu pai, Ademir, minha irmã, Thaísa, meu cunhado, Miguel, e eu. Mesmo com as tristes notícias sobre o óleo estar atingido algumas praias, não desistimos da viagem e ficamos monitorando através dos noticiários.

Ficamos seis dias no total, e como estávamos de carro, conseguimos conhecer diversas praias. A primeira foi ao sul de Maceió, a Praia do Gunga, com seus inúmeros coqueiros. Lá fizemos um passeio de barco que nos levou para os corais, em meio ao mar, e aos manguezais, na lagoa do Roteiro. O acesso à praia pode ser feito pela estrada, como fizemos, ou atravessando a lagoa de barco, saindo da Barra de São Miguel.

A Barra é outra praia linda, com o mar em diferentes tons. Essa praia foi a única onde vimos vestígios do óleo. Mais para o final da tarde começamos a ver pontos pretos boiando nas águas, grudados em pedras e em corais que estavam próximos da areia. Saímos com nossos pés manchados de piche, de caminhar pela areia, o que nos deixou bem chateados. Apesar disso, a praia é linda e o passeio foi incrível. No dia seguinte, ficamos sabendo pelo noticiário local que a população e a prefeitura limparam a praia.

No caminho a Maceió, passamos pela Rua das Rendeiras. É uma rua cheia de lojas com rendas de diversos formatos e muito coloridas. É impossível sair sem uma sacola embaixo do braço, é uma peça mais linda que a outra. É tradicional encontrar por lá o “bordado de filé”, que deu fama às rendeiras alagoanas mundo afora.

Ao norte de Maceió, conhecemos a Praia do Carro Quebrado. Ela é meio deserta, tem apenas um bar por lá e se chega de carro ou alugando bugues. O contraste do mar, areia e falésias ainda estão na memória. Passamos o dia na Praia do Sonho Verde, a 40 km de Maceió, onde relaxamos e curtimos o mar.

Fizemos também a Rota Ecológica Milagres, passando pela praia do Marceneiro, minha preferida, a praia Porto da Rua, e a praia do Patacho, que também é linda e ainda com poucos bares. Ficamos na Porto da Rua e de lá pegamos um barquinho para um passeio nas piscinas naturais. Foi uma das coisas mais lindas que já fiz: nadar com os peixinhos coloridos e mergulhar entre os corais. Vale muito, acho que foi o ponto alto da viagem. Ainda conhecemos a praia de Ipioca e ficamos o dia na praia de Paripueira, que também encantou com seu mar azul.

Me chamou a atenção que lá o sol se põe mais cedo. Amanhece super cedo também – e a vida na cidade acorda junto com o sol. Aliás, foi um ponto de muitas reflexões. O tempo lá é outro. A gente viveu intensamente as manhãs, que começavam cedinho, 6h estava todo mundo de pé. Vivemos as tardes mais tranquilas, com mais preguiça, com o sol se pondo às 17h. A fome da janta vinha cedo – nas praias não dava tempo pro almoço em meio aos petiscos, caipirinhas e cervejas. Pelas 22h, no máximo, já estavam todos prontos para descansar, querendo estar dispostos pro que vinha no outro dia: provavelmente mais uma praia linda e um marzão de tirar o fôlego. O tempo de lá me fez repensar no tempo daqui, tempos de sem tempo de estar com quem a gente gosta. E agradeci a cada instante por ter passado o tempo das minhas férias em um lugar tão lindo, com uma natureza tão exuberante e perfeita e com quem eu mais amo no mundo, minha família.

Eu ainda estou deslumbrada com Alagoas. Com o mar, com o céu, com o calor, com a areia, com o sol daquelas praias, com os sabores e temperos. Que lugar especial! Também fiquei comovida com a disposição e a união daquele povo, que se juntou em uma força-tarefa para limpar as praias atingidas pelo vazamento de óleo. Um exemplo.
Agora que provei um pouquinho do Nordeste quero voltar logo para lá.

Ana é relações públicas e estudante de ciências sociais. Trabalha na comunicação da Casamundi Turismo e Cultura. Nas horas vagas toca a Estalo, sua empresa de comidinhas veganas. Depois da experiência no Nordeste quer conhecer um pouco mais do Brasil. Entraram para a lista de desejos: Bahia, Pernambuco e Minas. Também não vê a hora de conhecer a Bolívia e o Chile, tão logo seja possível.